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Arte de
dormir bem
(Por Kátia
Stringuetto)
Uma noite
bem dormida significa viver mais e melhor. Confira
dicas simples para dormir com os anjinhos.
Felizes aqueles
que dormem bem. Afinal, uma boa noite de sono
melhora o humor, nos dá energia para enfrentar o dia
e ainda nos faz viver mais. O quê? Você fica rolando
na cama por horas e horas? Calma. De acordo com o
Centro de Distúrbios do Sono do Hospital das
Clínicas, de São Paulo, de 30 a 50% da população
mundial já teve, tem ou terá problemas para dormir.
Não é à toa que a maioria sonha em ter uma
noite tranqüila de sono. A boa notícia é que boa
parte dos insones pode resolver o problema sozinho.
"As noites intranqüilas ocorrem por causas variadas:
estresse, doenças como asma e bronquite, que fazem o
paciente acordar várias vezes, consumo de álcool e
cafeína, cigarro, horários irregulares de trabalho e
o ambiente do quarto (luz, barulho, temperatura,
colchão desconfortável)", diz o neurologista Flávio
Alóe, do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital
das Clínicas.
Nos casos mais difíceis, a acupuntura é uma
poderosa aliada. A psicoterapia e as técnicas de
relaxamento provaram que são eficientes para
corrigir hábitos que comprometem o descanso noturno
e, ao contrário dos soníferos, não têm efeitos
colaterais.
Vale a pena
tentar. Afinal, dormir a quantidade de horas
necessárias para o corpo - e isso varia de pessoa
para pessoa - é essencial à vida como comer e beber.
Idéias simples
para dormir bem:
- A cama é o pior
lugar para se ter insônia. Portanto, nada de ficar
entre as cobertas se o sono não vem. Se você não
adormecer em 30 minutos, levante-se e saia do
quarto. Esqueça o relógio - isso só aumenta a
ansiedade e a frustração - e faça algo tranqüilo.
Ler à luz fraca ou ouvir música suave costumam
ajudar a relaxar e, indiretamente, funcionam como
soníferos.
- Por uma questão de
condicionamento, reserve o quarto apenas para
dormir ou para a relação sexual. Evite assistir
TV, ler, comer ou trabalhar nesse local.
- Procure ir para
cama a somente quando estiver sonolento. O sono
tem janelas que convidam ao desligamento. Se
perder uma janela, espere que a outra se abra. Não
adianta insistir.
- Se a dificuldade
para conseguir um sono restaurador é grande,
procure dormir no máximo 6 horas por noite. É
melhor dormir direto por um período mais curto que
ter um sono fragmentado. Determine sua hora de ir
para a cama com base no horário que você deverá
acordar. Por exemplo: se tem de acordar às 7
horas, vá para a cama à 1 hora. Quando perceber
que já consegue ter um sono contínuo 80% da noite,
comece a ir para a cama de 15 a 30 minutos mais
cedo. Continue o processo até sentir que o sono já
é suficiente.
- Evite café, chá,
chocolate e refrigerantes à base de cola antes de
dormir. Esses produtos contêm cafeína, um poderoso
estimulante do sistema nervoso. Mesmo que você
durma logo, a qualidade do sono tenderá a ser
inferior. No dia seguinte, provavelmente, haverá
dificuldade para se levantar.
- Também pelo efeito
estimulante, evite álcool e cigarro, no mínimo,
seis horas antes de dormir.
- Refeições pesadas
à noite são um convite à insônia. Prefira
alimentos leves e de fácil digestão, como um
lanche com leite. Carboidratos simples, como doces
e leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico),
também dão sono.
- Resista às sonecas
durante o dia para descansar melhor e de uma única
vez à noite.
- Pratique
atividades físicas. Mas pela manhã. Exercícios
próximos ao horário de se deitar elevam a descarga
de adrenalina e o tônus muscular e podem deixá-lo
alerta.
- Reserve de 20 a 30
minutos de seu tempo antes de dormir para
"resolver" seus problemas. Em um pedaço de papel,
escreva as suas preocupações e tensões 4 horas
antes de dormir.
- Mantenha os pés
aquecidos. Existem pesquisas que indicam que,
dessa maneira, não há risco de a pessoa acordar
incomodada com o frio nessa extremidade do corpo.
- Relaxe! O controle
da ansiedade é uma das ferramentas mais eficazes
contra a insônia. Ao relaxar a musculatura
tencionada, em geral causada pelo estado
emocional, pode-se encontrar o caminho do sono
profundo. Por isso, aposte nas técnicas
anti-estresse.
Fonte: Flávio
Alóe, neurologista do Hospital das Clínicas |