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14/09/2006
Especial, eu?
Evidências de que você tem sido.
Pode ser que você de vez em quando queira se sentir
especial, alguém assim diferente, que faz ou passa algo
diferente para as pessoas. Gostamos disto, não? Pode ser
também que você tenha chegado à conclusão de que não era
tão assim especial. Ou não foi, já que a vida continua e
o futuro pode ser diferente.
Por outro lado, pode ser que você tenha sido especial e
não tenha percebido. O objetivo aqui é chamar sua
atenção para algumas coisas em especial que você pode
ter deixado passar: momentos em que você foi especial.
(Antes de prosseguir, quero fazer um pedido: por favor,
suspenda o "Sim, mas...". Este é um momento de
reconhecimento. Se preferir, pode deixar as objeções
para depois.)
Por exemplo, considere seus amigos. Alguma vez você já
ouviu o desabafo de um amigo? Já deu sugestões para um
amigo lidar com algum problema? Coloque-se no lugar da
outra pessoa por um momento, para perceber melhor a
diferença que você fez.
Você já deu esmola para alguém? Já emprestou dinheiro
para alguém que precisava? Novamente, pense na diferença
que fez na vida daquela pessoa naquele momento.
Para as demais situações abaixo, gostaria que você
também dedicasse alguns momentos a buscar na sua
experiência algum fato relacionado:
- Já socorreu alguém ferido? Já emprestou dinheiro para
quebrar o galho de alguém?
- Já teve filhos? Já acordou de noite para levar um
filho no hospital?
- Já comprou algo em alguma loja, cujo vendedor era
comissionado?
- Já elogiou um trabalho bem feito?
- Já deu um feedback para alguém e esse alguém pôde
melhorar com seu comentário?
Em cada uma das situações, você realmente foi especial
para a outra pessoa, não? Dedique mais um minutinho a
pensar em mais momentos em que você fez diferença.
Considere agora as situações de grupo. Já bateu palmas
para algo de que gostou? Na escola ou no trabalho, já
executou uma atividade para a qual contribuiu de alguma
maneira? Já jogou algum esporte coletivo?
Pense também nos desdobramentos das pequenas coisas que
fez. Por exemplo, no que o amigo que consolou ou apenas
ouviu poderia ter feito sem o seu apoio. Como na
história do cachorro que mudou o mundo, pense como uma
pequena diferença em uma pessoa pode gerar uma cadeia de
pequenas mudanças que mudam o mundo anos depois.
Você já deve ter percebido que se não tivesse agido como
agiu, a diferença que fez não teria acontecido. E mesmo
que nada faça: quantas pessoas não se sentiram sós só
porque você estava com elas? É, talvez a gente seja
especial para alguém só por existir!
Virgílio Vasconcelos Vilela
Fonte:
http://www.possibilidades.com.br
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