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01/10/2006
DEPRESSÃO INFANTIL
Quem já enfrentou uma crise
de Depressão sabe que este é um desafio
respeitável, algo como bater de frente com um maciço
elefante de tristezas e frustrações. Agora feche os
olhos por um instante e tente imaginar alguém com um
décimo da sua bagagem de vida tendo que enfrentar o
mesmo elefante... No mínimo, uma covardia; no máximo,
uma carnificina. É exatamente este tipo de ameaça que a
Depressão Infantil representa.
Estima-se que a Depressão Infantil afete uma em cada 20
crianças abaixo dos 10 anos de idade. O problema maior
(e o grande risco) está no fato de muitas de suas
manifestações serem absolutamente diferentes daquelas
observadas em pessoas adultas. Já presenciei casos de
crianças rotuladas como difíceis e mal-educadas, quando,
na verdade, estavam sofrendo de crises depressivas
severas. E ninguém parecia estar entendendo coisa
alguma.
As crianças não possuem vocabulário suficiente para
expressar seus sentimentos. Em geral, fazem isso melhor
através de atitudes. E quem tem paciência hoje em dia
para prestar atenção em atitudes que perturbam?
Quem nunca criou um rótulo instantâneo e descartável
para um filho ou sobrinho de comportamento irritante?
Infelizmente, em alguns casos, a crise de pirraça ou
aquela agitação toda eram manifestações de um quadro
depressivo. E você comeu mosca.
Por exemplo, uma criança com menos de 6 anos de idade
que se torna desinteressada, ansiosa, não quer ir para a
escola, se queixa freqüentemente de cansaço, dor de
cabeça ou dores na barriga associadas a medos
irracionais, pode estar sofrendo de Depressão.
A Depressão Infantil pode afetar o rendimento escolar, o
desenvolvimento emocional normal e a estabilidade de
toda a família, resultando em uma maior incidência de
violência doméstica e abuso de drogas. Sem tratamento
adequado, 40% das crianças afetadas apresentarão uma
crise grave de Depressão nos 2 anos seguintes, metade
delas tentará o suicídio e 7% terão êxito.
Ainda não se sabe exatamente a causa da Depressão
Infantil. Fala-se muito em fatores genéticos, orgânicos
e ambientais. Sinceramente, na imensa maioria dos casos
que atendo, a criança está simplesmente refletindo a
falta de atenção, carinho e estrutura familiar à sua
volta.
Se você acordou para o problema e quer evitar que a
Depressão ameace o pequeno tesouro que está sob sua
responsabilidade, guarde estas Regras de Ouro em seu
coração:
- Redobre sua atenção quando a criança estiver
atravessando situações de risco: mudanças, separações
dos pais, morte na família, chegada de um novo
irmãozinho, etc.
- Se a criança apresentou uma mudança súbita de
comportamento (agressividade, irritação, agitação ou
desinteresse), alterações no apetite (tem dificuldade
para ganhar peso) ou no padrão de sono (sofre de
pesadelos e terrores noturnos), baixa auto-estima (vive
dizendo “todo mundo me odeia”) ou dificuldade de
concentração (p.ex.: queda no rendimento escolar),
leve-a para ser avaliada por um profissional de saúde
capacitado.
Quanto mais cedo a Depressão for diagnosticada, mais
fácil e bem
sucedido será o tratamento.
- Uma criança sadia, que cresce à sombra de uma
orientação afetuosa e honesta, dificilmente desenvolverá
um distúrbio depressivo. Por isso,
demonstre sempre seu amor na mesma proporção em que
cobra disciplina.
Esse, talvez, seja o grande segredo de tudo.
Fonte:
http://br.groups.yahoo.com/group/saudeparatodos/
© Dr. Alessandro Loiola E-Mail/MSN:
alessandroloiola@yahoo.com.br
Fone: +55 (31) 3432-7555 – Fax: +55 (31) 3432 1222
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