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06/11/2006
Impaciência
Assunto
importante nas áreas da paciência: a cura da impaciência
que freqüentemente alimentamos a detrimento de nós
próprios. Se somarmos os dias e os minutos que sacamos
nos créditos do tempo, a fim de acalentar irritação
contra nós mesmos, verificaremos que o desespero
manifesto ou imanifesto se nos erige na existência em
fator de dilapidação, desencadeando enfermidade ou
desequilíbrio, desastre ou morte prematura.
E não é só
no setor do prejuízo pessoal que o tema nos merece
reflexão. A intemperança mental, à frente de nossas
fraquezas ou desacertos, gera nos outros azedume ou
desânimo, tristeza ou prevenção, estragando-lhes a vida.
Nas horas em que conscientizamos, acerca dos erros que
nos sejam próprios, acalmemo-nos para pensar ao invés de
lastimar-nos sem proveito.
Registrar
as nossas falhas, diligenciando saná-las ou suprimí-las
de vez que menosprezando responsabilidades e
compromissos, menosprezamos à nós mesmos; todavia,
examinar-nos com paciência e coragem que nos induzam à
melhoria.
Teremos
errado, fracassado, destruído recursos ou sofrido
ilusões e desiluções. Queixa inútil e autopiedade,
porém, não edificam. Reconheçamos com sinceridade os
obstáculos, mutilações morais, conflitos e deficiências
que ainda nos caracterizem o modo de ser e que comumente
nos fazem cair no chão do arrependimento. Entretanto,
não nos permitamos permanecer estirados em angústia
vazia, e sim, compreendendo os tesouros do tempo de que
a Divina Providência nos enriqueceu, procuremos
reerguer-nos, trabalhar, corrigir-nos e burilar-nos,
tantas vezes quantas se nos façam necessárias, porque a
impaciência, de qualquer modo, de nada nos serve e nem
ajuda a ninguém.
Chico
Xavier |
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