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12/02/2007
VOCÊ SABE OUVIR?
Tão importante quanto saber falar, é saber ouvir. Muitas
vezes somos traídos pela tendência de falar sem pensar.
Podemos dizer que saber ouvir caminha ao lado de saber
falar; sugiro agora uma pequena reflexão: quantas vezes
respondemos antes que nosso interlocutor tenha concluído
seu pensamento?
Quantas vezes começamos a ficar impaciente enquanto o
outro procura fazer-se entender?
Quantas vezes apressamos, monopolizamos paralisamos os
que tentam exprimir seus pensamentos, com a nossa
expressão facial de desaprovação, invalidação,
menosprezo e desqualificação?
Quantas vezes já fizemos com que o outro parasse de
falar, por sentir que não adianta tentar completar seu
pensamento? .
Baseado nessa reflexão como estão suas relações
interpessoais?
Saber ouvir exige que façamos opção consciente em
apreender o que se passa com o outro, de forma solidária
e sem preconceitos, com o objetivo de buscarmos o
entendimento.
O diálogo nem sempre é uma tarefa fácil, pois envolve a
disponibilidade para aprender novas idéias, quando antes
gostaríamos de ensinar; humildade para reconhecer que
não somos perfeitos e que não sabemos tudo a respeito de
todos os assuntos e admitir a coerência de fundamentos e
idéias que não são nossos.
Ouvir é muito diferente do ato de escutar. Escutar é o
uso puro e simples
do sentido da audição e só não escuta quem é surdo.
Ouvir vai além do simples ato de escutar, é uma ação
mais profunda pois nos envolve por inteiro e é um
processo ativo, ao contrário do que muita gente imagina.
É também, a mais extraordinária das artes a ser dominada
pelo homem. ouvir é renunciar! . Vivemos imersos em
cogitações pessoais e é raro conseguirmos passar algum
tempo sem pensar em nós mesmos. Talvez por essa razão a
maioria das pessoas ouça tão mal, ou simplesmente não
ouça
Sugiro alguns pontos que podem lhe ajudar a ser um
melhor ouvinte:
Fale menos, pois você não pode ouvir enquanto estiver
falando.
Deixe o outro terminar suas frases sem interrompê-lo.
Ouça sem ficar contra-argumentando internamente, isto
dificulta a sua compreensão. Acalme a sua mente! Não
discuta mentalmente enquanto ouve!
Controle suas emoções, pois elas podem constituir sérias
barreiras à comunicação eficaz.
Coloque-se no lugar do outro para poder compreender o
que ele está dizendo.
Pergunte quando não entender, quando sentir que precisa
de mais esclarecimentos; e também quando desejar mostrar
que está escutando.
Reaja às idéias e não à pessoa.
Discordância não é sinônimo de rejeição.
Evite julgamentos precipitados, espere até que todos os
fatos sejam colocados antes de fazer qualquer
julgamento. Quando os fatos colocados o abalarem
emocionalmente, diga que vai esperar algum tempo antes
de responder, aproveite esse tempo para refletir e só
depois responder.
Quando compreendemos o outro, muitas vezes passamos a
nos compreender melhor.
Olhe nos olhos enquanto conversa e encoraje o outro a
continuar falando.
Não converse assistindo à televisão ou lendo um jornal,
alem de falta de respeito e de educação, desestimula o
diálogo e impele o outro à buscar outras pessoas para
falar (até mesmo sobre você).
Saber ouvir leva tempo, prática e paciência. É uma arte
que mantêm vivos o respeito, a afeição, a amizade, o
sentimento de confiança que o outro deposita em nós. Faz
com que nossos clientes, colegas de trabalho, filhos,
cônjuges e namorados, sintam-se como pessoas importantes
e amigos privilegiados.
Assuma, hoje mesmo, um compromisso de falar menos e
ouvir melhor.
(*) Kátia Horpaczky
Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual, Família e
Casal.
Contatos: katia@rodadavida.com.br
www.rodadavida.com.br
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