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10/08/2006
O RELACIONAMENTO DE CASAIS
Num belo
dia, dois jovens encontram-se e olhares são trocados,
algo diferente acontece, uma troca de energia os atrai,
conversam e vêem que existem pontos em comum e aos
poucos vão descobrindo que não conseguem viver um sem o
outro. Descobrem enfim, que estão apaixonados. Casam-se,
tudo é lindo, especial e resolvem ter filhos.
Aos poucos
começam a sair do sonho e sentem que a realidade é
diferente. Surgem como sempre acontece na vida os
problemas, as contas, a rotina, começam a ver as suas
divergências e as brigas e discussões se sucedem. De
repente, você sente que algo mudou, foram eles que
mudaram ou a vida? Não existe mais aquela magia. Porque?
Os carinhos se transformaram em brigas, brigam por tudo,
parece mais uma disputa pelo poder.
O que falta?
Diálogo e atenção. Uma relação só sobrevive se as
pessoas não deixarem as mágoas e os problemas aumentarem
e se houver interesses em comum, se ambos estiverem
dispostos a cederem alguns pontos divergentes também.
Tanto para um quanto para o outro é importante saber que
o outro se interessa pelo que ele faz, a sua vida, as
coisas que ele conta.
Todos gostam de atenção. As vezes, pequenos gestos, até
mesmo feito de surpresa, pesa muito numa relação. Um
gesto de escutar as coisas que o outro tem a dizer,
educar os filhos sempre juntos, enfim participarem e
dividirem tudo até os problemas, compartilhar as coisas
boas e ruins, inclusive as doenças físicas e morais que
surgirem, apoiar os projetos e construírem juntos uma
estória.
Uma relação
constrói-se todos os dias, sendo feita de pequenos
detalhes e gestos. É saber transformar a rotina numa
festa e numa aventura. E principalmente, o lembrar-se
que “você se torna eternamente responsável por tudo
aquilo que cativa”. O amor é feito de riscos, coragem,
responsabilidades, dar e receber.
Dra. Selma
Di Iulio |
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