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  Relacionamentos    <+Artigos  
  14/08/2006

Amor saudável?

A definição de amor mudou consideravelmente nas últimas décadas, deturpada e até mesmo sujada com atos mais brutos e loucos em nome do mesmo, passamos a perceber que restam poucos que respeitam a moral e direitos de seus parceiros, fazendo com que lindas frases como “eu te amo”, “te adoro”, sejam meros meios de iludir alguém e produto do costume e rotina daqueles que vêem apenas sexo e prazer numa relação – hipócrita.

Cada vez com mais clareza a dificuldade em se lidar com as diferenças entre homem-mulher nos relacionamentos amorosos é vista na vida dos seres humanos neste tão conturbado e mutável século XXI.

De um lado homens que tratam suas mulheres como propriedade, privando-as da liberdade, confiança e até mesmo amor, de outro, mulheres que não querem ver seus homens livres, mesmo sabendo que quando há verdadeira confiança e respeito, não há o que temer, contudo, a generalização e insucessos em alguns casos são responsáveis por essa desconfiança e insegurança de ambos os lados, afinal, nem todos os homens são “galinhas” e nem todas as mulheres “traiçoeiras”, toda essa imagem foi criada no decorrer dos anos através da cultura social e dos meios de comunicação que formam opiniões e conceitos que nem sempre condizem com a verdade, visto que na realidade todas as pessoas são diferentes e têm algo que as tornam especiais e únicas.

O fato é que sabemos que não existem relacionamentos isentos de discussões e dificuldades, temos gostos e idéias adversas, entretanto, quando essas diferenças interferem de uma forma prejudicial na vida e nos direitos humanos do amado (a), é o momento de repensar nosso conceito de amor, pois quando não há compreensão, acordo e um afeto sincero para manter e administrar essa união, tudo isso passa a se transformar numa simples necessidade interior que se abriga nesse “gostar” neurótico, atropelando assim a razão e levando muitos a cometerem erros que deixam mágoas tanto em si, como em outros.

Basta observar em nossa própria rotina, seja assistindo na tevê, presenciando na escola, faculdade ou no trabalho o que acontece cada vez com mais freqüência, casais querendo divórcio, violência contra a mulher, crimes contra o parceiro, traições, inseguranças, medos e variados termos que começam das formais mais simples e inocentes, mas que no passar dos anos tornam-se fardos insuportáveis e destrutivos. É preciso muita maturidade, paciência e respeito com um ser humano, afinal, esses são os elementos da formação de um ambiente onde as diferenças, idéias, conceitos opostos e dificuldades em qualquer aspecto são superados, cultivando assim um convívio saudável ao lado de quem realmente gostamos e queremos seu bem. Fora disso, o máximo que teremos é uma experiência passageira tendo como base, intenções doentias e impulsos animais descontrolados e autodestrutivos.

Esse pseudo-amor que nos é pregado diariamente, onde sentimentos são esmagados, sonhos destruídos e pessoas iludidas, serve apenas para mostrar que uma séria mudança deve ser realizada e que a sociedade deve ter seu papel fundamental nesse processo urgentemente necessário. O que deve ser feito? Perseverança, conscientização e esperança seriam suficientes para manter em curso qualquer mudança mesmo que seja carregada de renúncia e dor, vale a pena o esforço para um amor sincero e saudável, é necessário.

Aleksander Costa Pinto

Fonte: www.artigos.com

 
     

 
 

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