Despertar da Mente

 
 
 

Seções

 Anjos
 Autoconhecimento
 Comportamento
 Cristais
 Dicas de Beleza
 Espiritualidade
 Feng Sui
 Mantras
 Meditação
 Mentalizações
 Nutrição
 Relacionamentos
 Saúde
 Sexualidade
 Simpatias
 Terapias
 Yoga

Horóscopo

 Áries
 Touro
 Gêmeos
 Câncer
 Leão
 Virgem
 Libra
 Escorpião
 Sagitário
 Capricórnio
 Aquário
 Peixes

Colunas

 Feliz Vida Nova
Com Luis Carlos Mazzini
 Roberto Dantas
 

 
  Relacionamentos    <+Artigos  
  04/09/2006

A Vida se Reconstrói.

Há determinados momentos no caminho de uma pessoa em que ela se vê frente a uma destruição irreparável. Algumas vezes está vinculada ao inesperado falecimento de um ente querido; em muitas outras, ao brusco término da relação com alguém especialmente amado. O sentimento de perda é arrasador. A impressão é de que a vida perdeu o sentido, a pessoa se sente como se estivesse morta ou morrendo. Certamente alguma coisa lá dentro morreu. Aquele outro se torna uma ausência, uma falta dolorosamente sentida. Em períodos como esse, tenta-se – da maneira que for possível – sobreviver e manter a esperança de um futuro melhor.

A morte é triste e irreversível; mais dramático, porém, é o fim não desejado de uma história de amor. Existe uma sensação de fracasso, de derrota e, na maioria das vezes, um vago sentimento de culpa que acompanha a inevitável pergunta: “onde foi que eu errei?” E por vezes perdura a frustrante ilusão de um retorno que não acontece. Lidar com os destroços de um amor encerrado pelo parceiro – muitas vezes sem que se saiba direito o que aconteceu e como – é uma tarefa penosa, tal qual tentar sobreviver a um naufrágio. A sensação de que as emoções estão mortas dentro de si acompanha permanentemente a pessoa. Quando o sentimento de culpa não impera, fica uma noção de impotência e uma idéia dolorosa de estar sendo vítima de uma injustiça: “fiz tudo direito, amei e me comportei bem, fui fiel, não merecia isso”, como se ser amado fosse merecimento.

Mas a vida ressurge. Sempre. Ela é mais forte do que a tristeza: supera o peso da dor e ergue-se impávida. Em Nova Iorque, no Soho, na Wooster Street, existe uma instalação do artista plástico Walter De Maria (1935-), chamada “Sala da terra”. Trata-se de um salão de 330 metros quadrados, localizado em um andar qualquer de um prédio comercial, coberto de terra escura. Foi montado em 1977 e desde então lá se encontra, aberto ao público. O visitante pode apreciá-lo da porta e não há muito para ver. Apenas uma camada de terra de cerca de meio metro de altura cobrindo todo o espaço disponível. Um homem está encarregado de tomar conta do local. Sua função é abrir e fechar diariamente a sala nos horários estabelecidos e arrancar as pequenas folhas que constantemente brotam da terra. Sim, porque a vida não cessa e ressurge sempre, mesmo quando já não parece haver mais vida nenhuma.

Pode demorar. Os que já passaram por isso sabem que um dia todo o sofrimento passa, a tempestade se desfaz, o bom tempo volta e o sol torna a brilhar, a aquecer a alma e a iluminar os caminhos. Quem ainda não chegou a esse momento pode acreditar: isso passa; pode demorar, mas passa. É preciso manter viva a chama da esperança e acreditar na capacidade de ressurreição do coração arrasado. Sempre haverá no futuro a possibilidade de um novo amor e é necessário estar preparado para receber essa dádiva preciosa. E um dia, em um futuro por vezes nem tão distante assim, a nova paixão ilumina com seu brilho a alma, como o sol que ressurge e nos aquece após um longo período de mau tempo. Ou como a primavera que rebrota depois de um longo e escuro inverno. A vida se impõe. Sempre.

Autoria: Luiz Alberto Py
Fonte: http://www.albertopy.com.br/
 
     

 
 

Publicidade