| |
25/09/2006
Amor na Internet:
afinal, vale ou não vale a pena?
Por
Virgínia Cavalcanti
Romances iniciados e vivenciados na Internet são um fato
que ninguém mais pode negar. Alguns dão certo, outros
não. Uns acontecem por acaso, entre pessoas que se
cruzam casualmente na Via Láctea eletrônica, outros são
fruto de uma busca intencional e persistente de
parceiros adequados que estejam nas salas de chat,
abertos para um envolvimento.
O que está levando homens e mulheres de todas as idades
a procurarem cada vez mais por este tipo de
relacionamento? Até que ponto se pode obter satisfação
emocional numa relação virtual? E o que acontece quando
a emoção sai da telinha e tem que se confrontar com a
realidade da vida? Quem afinal procura uma relação com
alguém que nunca viu?
A psicanalista Alice Bittencourt, membro da Sociedade
Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, viu tantos
e tão interessantes casos de relacionamentos através da
Internet que resolveu escrever um livro sobre o assunto.
Sua conclusão é a de que, de fato, este tipo de
relacionamento pode ser uma solução positiva para muita
gente que tem dificuldades de se aproximar de seres de
carne e osso.
Quando a coisa dá certo - segundo ela, numa proporção de
mais ou menos 50% dos casos - bloqueios graves podem ser
resolvidos, e ela já viu muitos ganharem uma confiança
que não tinham antes e conseguirem se estabilizar
afetivamente.
Quando o tiro sai pela culatra, porém, e o engano se
confirma, a decepção acontece e o sofrimento nada a
deixa a desejar a qualquer relacionamento do mundo real
que termine em desilusão. As depressões acontecem da
mesma forma quando existe perda e frustração.
Portanto, é preciso ter cuidado e estar atento para
todos os detalhes que compõem esta atraente faca de dois
gumes que é a relação via Internet. Por um lado, quem
entra nessa pode ganhar o prêmio de um encontro mais
direto com os sentimentos verdadeiros de um possível
parceiro. Mas, por outro lado, se arrisca a se apaixonar
por um personagem que nunca existiu. Vale a pena tentar?
Segundo Alice Bittencourt, “vale, desde que se saiba
dosar. A Internet é como o álcool. É uma maravilha, mas
só até o ponto em que começa a tirar você da realidade.
É preciso saber a hora de parar. Até porque, se a pessoa
perde a noção do limite, acaba caindo numa frustração.
Nada substitui o toque, o cheiro, o olhar”.
Para quem está decidido a explorar as possibilidades
eletrônicas de encontrar um amor virtual, vale um
mergulho nas águas que atraem navegantes de todas as
espécies.
Fonte:
http://www.vaidarcerto.com.br/ |
|