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07/05/2007
Amores complicados:
escolha ou destino?
Existem pessoas que, por mais que tentem e prometam que
da próxima vez será diferente, acabam se envolvendo
sempre em amores complicados.
São pessoas que vivem a paixão por um tempo, mas acabam
chorando no travesseiro as mágoas de uma relação que
costuma deixar atrás de si más recordações e destruição.
É como se essas pessoas possuíssem um radar que
identifica, através da aparência mais normal e
desejável, aquela pessoa que logo se transformará numa
decepção terrível. A história se repete, como uma novela
em que mudam os nomes e os perfis dos personagens, mas a
trama continua a mesma.
Atrair pessoas complicadas não é um privilégio de homens
nem de mulheres e pode acontecer desde à adolescência
até a idade mais avançada. Quem vive esse padrão de
relacionamento acostuma-se a suportar torpedos que minam
a autoestima de qualquer um e desafiam a capacidade de
tolerar decepções.
“Por mais estranho que pareça, as pessoas que atraímos
não são pessoas “erradas”, como se costuma pensar, mas
as pessoas certas para possamos trabalhar dentro de nós
aspectos da afetividade que não ficaram bem resolvidos”,
diz a terapeuta Águida Nozari, psicóloga pós-graduada em
psicoterapia breve.
Em vez de se colocar no lugar da vítima que lamenta a
falta de sorte e se sente traída pelo destino, para
mudar este quadro e acabar com os amores difíceis, é
preciso mudar de atitude. É fundamental abrir-se para um
confronto honesto consigo próprio(a), a fim de
compreender as razões que o(a) levam a escolher a dedo
os(as) parceiros(as) inadequados.
A auto-estima como um leme
Pessoas que não possuem uma boa auto-imagem, que não se
acham merecedoras de dar e receber amor e felicidade
atraem parceiros(as) que confirmarão essa profecia
auto-realizadora. Depois de algum tempo de paixão ou de
um envolvimento sexual intenso, surgem as decepções.
Abandono, traição, falta de consideração e até mesmo
agressões verbais ou físicas podem dar lugar à ilusão do
início. O fato é que aquele amor que prometia tanto,
acaba revelando-se uma fonte de sofrimento e de
desgaste.
Às vezes, o problema tem origem na infância, no
relacionamento com um dos pais. A criança não se sente
amada, valorizada ou sequer respeitada e passa a
acreditar que não tem nenhum valor. Mais tarde, ao
procurar alguém para se relacionar, irá repetir a
situação infantil, atraindo aquele(a) parceiro(a) que
irá fazer com que se sinta novamente sem valor,
desconsiderado e mal amado(a).
Se isso acontece com você, atenção! É preciso antes de
tudo, que você descubra o seu valor e acredite que é uma
pessoa única, merecedora de amor e de consideração.
Jael Coaracy |
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