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30/04/2007
PEQUENOS TOQUES DE
CURA
Técnica francesa chamada microfisioterapia busca no
corpo origem de doenças emocionais e físicas
Imagine que boa parte dos traumas - físicos e emocionais
- que você sofre na vida fiquem ''gravados'' no seu
corpo e repercutam de diferentes maneiras, inclusive na
forma de doença. Agora imagine que no corpo também há um
mapa, onde é possível localizar esses eventos e a partir
deles desencadear um processo de cura. Essa é a base da
microfisioterapia - em francês micro kinesitherapie -
criada pelos fisioterapeutas franceses Daniel Grosjean e
Patrice Bénini.
A técnica, segundo a fisioterapeuta Riane Scremin, de
Londrina, é baseada nos princípios da homeopatia -
pequenas doses e cura pelo semelhante. No caso da
microfisioterapia, são os microtoques, palpações suaves
e precisas que simulam a agressão recebida. Isso faz com
que o corpo receba a mensagem de que deve reagir e fazer
a autocorreção do problema.
Ela explica que os bloqueios podem aparecer nos tecidos
muscular, nervoso, genitais e mucosa, causados por
agressões físicas ou emocionais, e são identificados
pela resistência da pele. Um exemplo é uma perda
familiar, que fica na memória do corpo, e pode deformar
as células. ''Às vezes, isso tem efeito cascata. É a
agressão emocional que causa gastrite, ou um episódio de
tristeza muito grande que favorece o câncer de mama'',
explica.
A técnica, segundo ela, funciona bem em casos de
depressão, distúrbios do sono, distúrbios hormonais,
alergias e enxaquecas, muitas vezes causados por
sentimentos de injustiça e abandono. Pode ser usada até
mesmo em bebês e crianças, que também podem sofrer com
esses sentimentos. A fisioterapeuta lembra que um
choque, um susto ou um acidente demora para repercutir
no organismo, pelo menos seis meses, e por isso
normalmente o paciente não relaciona causa e efeito.
Usar medicamentos, segundo ela, podem cortar os sintomas
da doença, mas se a causa permanecer no corpo,
certamente vai aparecer em outro lugar. ''É como se você
tampasse uma válvula de escape, mas isso não impede que
a agressão se manifeste em outro lugar'', compara.
Os fisioterapeutas franceses criaram um mapa com
caminhos diferentes a serem percorridos, conforme os
dados que o microfisioterapeuta encontra no corpo do
paciente com as apalpações. ''(O procedimento) começa
com um controle global, e conforme os dados, vamos
fazendo pontos de ligação diferentes, que significam uma
reprodução da lesão. É importante ressaltar que não é o
microfisioterapeuta que cura, ele apenas desencadeia no
corpo do paciente o processo de autocura'', explica.
Depois de apenas uma sessão, o corpo precisa de 30 a 60
dias para se reorganizar, liberar o que havia de ruim, e
se recuperar. ''Por isso, junto com o tratamento
aconselhamos o paciente a tomar muita água para liberar
as toxinas'', afirma. Podem acontecer reações físicas ou
emocionais, entre elas diarréia, vômito, febre, cansaço
ou muita tristeza.
Após 30 ou 60 dias da primeira sessão, o paciente passa
por nova avaliação, e se necessário é submetido a outras
sessões, que também podem ser feitas de forma
preventiva. ''É bom deixar claro que a microfisioterapia
é um tratamento complementar à medicina e outro
tratamento que a pessoa esteja fazendo não deve ser
interrompido'', avalia
Chiara Papali
Reportagem Local
Profissionais recomendam a técnica
O cirurgião-dentista Carlos Tirado, de Londrina, e a
esposa, Débora Gimenez, psicóloga, experimentaram a
microfisioterapia e hoje já recomendam a prática aos
pacientes.
Como trabalha a maior parte do tempo sentado e curvado,
o dentista sofria com ombro e coluna doloridos.
''Chegava a ficar 'travado'', diz. Para ele, a
microfisioterapia, foi uma forma de buscar mais
relaxamento. ''O interessante dessa técnica é que ela
vai além do problema específico, vai buscar as origens.
Quando fiz cheguei com um tremenda dor no pescoço, tipo
um torcicolo, e saí extremamente relaxado. É um método
muito rápido'', conta.
Débora buscou na microfisioterapia uma forma de ''dar
uma 'alinhada' no corpo''. ''Foi uma amiga que me
indicou, pesquisei na Internet e achei que poderia ser
interessante. A microfisioterapia faz uma nova história
celular, te deixa com mais equilíbrio e mais harmonia.
Estava com uma pequena disfunção na tireóide, e ela
passou a funcionar melhor'', afirma a psicóloga.
Hoje, eles indicam a técnica para colegas de profissão e
pacientes. ''Quem não vive estressado?'', questiona
Tirado. (C.P.)
‘Não somos curandeiros’, diz criador da técnica
É difícil não pensar num elemento místico quando vemos,
pela primeira vez, a ação de um microfisioterapeuta.
Especialmente se estivermos diante de um Patrice Bénini,
51, um dos criadores da técnica, que à semelhança de um
xamã desliza as mãos pelo corpo do paciente e emite
diagnósticos com rapidez impressionante. Em visita a
Londrina, onde deu curso para alunos e profissionais de
fisioterapia, Bénini falou à FOLHA: ''Não somos
curandeiros. Acredito que esta é uma das técnicas mais
cartesianas do mundo.''
Junto com Daniel Grosjean, com quem fundou a
microfisioterapia em 1982, na França, Bénini realizou 42
experiências validadas pela comunidade científica. O
trabalho foi reconhecido por ministérios da saúde de
vários países, como Rússia, Polônia e Madagascar e
África do Sul. ''Não é nenhuma dessas nações, nem no
Brasil, que encontramos mais resistência. É na França.
Já somos pagos pelo governo francês para realizar
formações contínuas, mas a técnica ainda não é bancada
pela seguridade social'', lamenta.
Descontentes por ver que as técnicas de fisioterapia
empregadas antes da década de 80 não surtiam efeitos
duradouros, os pesquisadores franceses foram buscar no
estudo da embriologia um método para equilibrar os
sistemas muscular e nervoso. Descobriram que qualquer
agressão sofrida pelo indivíduo ao longo da vida, fosse
emocional, tóxica ou mesmo ambiental, deixava uma
''memória'' registrada no corpo.
''Se a pessoa sofre muitas coisas ruins, que podem se
iniciar desde a vida fetal, o corpo vai acumulando essas
informações. Quando esse vulcão entra em erupção,
ativado por uma data de aniversário, por exemplo, aí
tudo brota, podendo provocar uma grande doença'',
explica. Através das palpações, o fisioterapeuta vai
isolar as porções de tecido corporal que guardam
memórias de agressões e permitir que o corpo promova sua
autocorreção.
É possível que a melhora do paciente seja auxiliada pela
auto-sugestão? O francês garante que não. ''Na minha
clínica atendo bebês, que ainda não têm como ser
sugestionados. A partir do momento em que a gente põe a
mão no paciente, mesmo aquele mais descrente melhora
muito rápido. Depois nos envia amigos quando vê que sua
vida mudou'', salienta, lembrando que a técnica já
apresentou resultados ''formidáveis'' em animais e até
plantas.
Vanessa Navarro
Reportagem da Folha de Londrina 2 de abril de 2007
Matéria enviada por:
Dra. Viviane Ramos de Toledo Rocha
Esclareça suas dúvidas gratuitamente através do endereço
draviviane@microfisioterapia.com.br
Para maiores informações acesse:
www.fisiohomeopatica.com.br
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