| |
21/09/2006
IMPOTÊNCIA
SEXUAL MASCULINA PARA MULHERES
A Disfunção Erétil, popularmente conhecida como
Impotência Sexual
Masculina, afeta cerca de 10% dos homens e pode causar
um desgaste enorme na
qualidade de vida do casal, resultando em sentimentos de
abandono,
frustração, angústia, ansiedade ou raiva.
Infelizmente, por mais compreensiva que uma mulher seja,
ela jamais
poderá compreender completamente a impotência sexual a
partir da
perspectiva do homem. Uma mulher pode fingir um orgasmo,
mas um homem jamais
conseguirá fingir uma ereção. É por isso que aqueles que
sofrem de
Disfunção Erétil procuram sempre as desculpas mais
esfarrapadas e, quando são
confrontados com o problema, tendem a se sentir culpados
e inseguros.
Eles não têm como ou onde se esconder.
O pior – e mais triste - da história da Disfunção Erétil
é que a imensa
maioria dos homens se esquece na hora daquilo que AINDA
é capaz de
fazer: criar um clima sensual, beijar, ser agradável,
romântico, etc. O
fundo da verdade é que muitos não estão preocupados em
dar prazer para sua
parceira. Querem apenas provar para si mesmos que ainda
são Homem com H
maiúsculo. Ter uma ereção confiável é como um carimbo de
qualidade no
subconsciente masculino: “ainda sou macho!”. Lamentável.
Vez ou outra, atendo homens no consultório procurando
tratamento para a
Disfunção Erétil sem conhecimento de sua esposa ou
parceira. É óbvio
que boa parte destes casos não possuem um bom resultado
terapêutico. Os
mais bem sucedidos são aqueles que vêm ao consultório
acompanhados. A
avaliação do casal, a compreensão mútua do que está
acontecendo e do que
pode ser feito, é a chave para o sucesso.
Se você tem um exemplar desses em casa e deseja ajudar,
minha
recomendação é: procure um bom momento e pergunte
diretamente “O que eu posso
fazer para lhe ajudar?”.
Determinar exatamente qual é este momento é uma decisão
delicada, mas
vale a tentativa. Caso ele negue o problema, insista,
mantenha uma
atitude positiva, apele para os sentimentos de “macho
protetor” que ainda
existem sob aquela couraça. Por exemplo, você pode
abordar a situação
dizendo “eu tenho um problema e preciso que você me
ajude”. E o seu
problema é o fato dele ter um problema que afeta vocês
dois.
Você também pode iniciar uma conversa sobre a Disfunção
Erétil falando
dos seus sentimentos: “tenho me sentido mais sozinha
ultimamente” e
etc, e emende daí o motivo da sua solidão. Abordar o
problema a partir de
como você se sente em termos emocionais ajuda a retirar
o homem da
defensiva. Em uma relação onde existe amor, o desejo
dele em vê-la bem o
tornará capaz de contornar muitos obstáculos – inclusive
o embaraço de
admitir que sofre de Disfunção Erétil.
Se vocês têm uma linha de diálogo mais franca e você
sentir que é
possível, vá direto ao ponto: pergunte se ele sabe de
alguma clínica ou
médico especialista em Disfunção Erétil. Atualmente,
mais de 80% dos casos
de impotência crônica são causados por problemas
físicos, orgânicos,
que podem ser tratados. Por que continuar perdendo
tempo?
Qualquer que seja o caminho que você tomou, assim que
você conseguir
convencê-lo a ir a um médico, vá junto. Não sei como,
mas dê um jeito.
Sua presença no consultório na primeira avaliação será
essencial. Se você
o deixar ir sozinho, ele vai terminar dizendo ao médico
que passou só
para checar a pressão, contará duas piadas e não dará
uma palavra sobre
o problema. O tempo passou, mas ele continua terrível,
eu sei.
Dr. Alessandro Loiola é médico, escritor, palestrante,
autor de “Vida e
Saúde da Criança” e “Crianças em forma: saúde na
balança”
(www.editoranatureza.com.br) e colunista do jornal
Estado de Minas. Atualmente
reside e clinica em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Fonte:
http://br.groups.yahoo.com/group/saudeparatodos/
© Dr. Alessandro Loiola E-Mail/MSN:
alessandroloiola@yahoo.com.br
Fone: +55 (31) 3432-7555 – Fax: +55 (31) 3432 1222 |
|