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02/01/2007
Quando o medo do tesão se torna um problema
Como qualquer outro quadro fóbico, momentos que
atecedem à aproximação com situações sexuais podem
provocar sensações físicas desagradáveis: tremores, suor
nas mãos e mesmo no restante do corpo, podendo chegar à
ânsia de vômito, ou mesmo vomitar, ter desarranjos
intestinais e da bexiga.
Da mesma forma, quando se afasta das situações que
conduzam ao sexo, essa mulher fica tranqüila consigo
mesma. Neste caso, a mulher não sente prazer com o sexo,
além de não ter nenhum desejo ou motivação de buscar
sexo ou quaisquer atividades sexuais.
Geralmente, essa mulher encontra alguma forma de
conviver socialmente sem o sexo. Então, evita possíveis
casamentos ou então se casa com um homem em condições
parecidas.
A fobia sexual é um sintoma de um distúrbio psicológico,
depende de uma característica de personalidade. Não
existe uma relação simplória (de causa e efeito) tipo,
teve uma experiência sexual ruim, negativa, ou até mesmo
traumática, como um estupro por exemplo, para se ter
aversão ao sexo. Trocando em miúdos quem é estuprado e
não tem fobia, não fica necessariamente fóbico. Caso
fique, é porque já carregava esta característica
consigo. A fobia sexual envolve uma rede complexa de
fatores e requer um tratamento psicológico.
Da mesma forma que outros problemas de ordem
psicológica, posso dizer que a fobia sexual tem cura,
mas que é um tratamento demorado, pois a motivação da
pessoa se encontra comprometida pelo mecanismo de
evitação.
Situações que produzam tristeza e depressão, mesmo que
não se associem ao sexo, podem trazer problemas sexuais.
Finalmente, toda e qualquer fonte de ansiedade e
nervosismo facilitará e provocará a existência de
problemas sexuais.
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